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COMUNICADO
Este blog está agora em outro endereço. Para conferir as postagens que estão aqui bem como o que continuo produzindo, gentileza clicar aqui.
Escrito por Lívio Soares de Medeiros às 16h25
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DA PAZ
A paz é um céu
bem escuro
pontuado
por estrelas.
A paz é escura
e silenciosa.
Escrito por Lívio Soares de Medeiros às 10h23
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APONTAMENTO 13
A mais curta das viagens, desde que não se queira fazê-la, torna-se a mais longa.
Escrito por Lívio Soares de Medeiros às 22h17
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CONTO 10
Marcos havia sido o tipo literato até os quarenta anos. Estava sempre bem--informado e praticando os idiomas que aprendera – inglês, francês e espanhol. No exato dia em que completou quarenta anos, desistiu do mundo das letras (de vez em quando escrevia alguns versos). Na juventude, chegara a publicar por conta própria um livro de poemas chamado “Caminhos do olhar”. Depois que abandonou o mundo da literatura, passou a se dedicar à criação de coelhos. A seguir, entusiasmou-se pela música. Logo após, pela filatelia. Mesmo antes das letras já havia sido interessado em basquete, chegando a jogar no time principal da cidade. Hoje em dia, tem se dedicado ao direito. Fez vestibular e foi aprovado, mas já está cogitando a idéia de abandonar o curso e se dedicar à etologia. A intenção é se concentrar no estudo das formigas.
Escrito por Lívio Soares de Medeiros às 11h43
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A HISTÓRIA POR TRÁS DA FOTO 37
Abaixo, áudio sobre a feitura desta foto.

Escrito por Lívio Soares de Medeiros às 20h43
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CONTO 9
O grande sonho de Cátia era ser modelo. O desejo de freqüentar as passarelas, ser fotografada, gravar comerciais, dar entrevistas, ser famosa, ganhar dinheiro e estar em outdoors começou a acabar quando ela completou dezesseis anos. Foi nesse instante que, inexoravelmente, passou a engordar. A princípio, ainda teve alguma esperança de voltar a ter o corpo esguio e o andar leve. Depois, percebeu que seriam em vão as esperanças, as dietas e as ginásticas. Nunca parou de engordar. Hoje, muito veladamente, sente uma pontinha de inveja quando vê cenas de um desfile ou fotos de alguma modelo. Nada grave: já que não há como jogar fora o peso do corpo, Cátia jogou longe o peso das gordas preocupações.
Escrito por Lívio Soares de Medeiros às 12h10
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"HOW DO YOU DO"?
Mais cedo, tive de ir ao dentista. Como eu ainda não havia sido paciente do profissional, ele tratou ao máximo de me acalmar, nos momentos que antecederam os trabalhos; o que nem seria necessário, pois não me preocupo com esse tipo de intervenção.
Enquanto dente e gengiva eram cavoucados, bem baixinho, quase imperceptíveis, ao fundo, pude ouvir solos de flauta. Não conheci o artista. Mas eu estava mesmo é com a canção “How do you do”, do Roxette, na cabeça. Eu nem gosto muito dessa canção, mas ficou em minha cabeça, desde que a escutei, ontem, numa rádio.
Escrito por Lívio Soares de Medeiros às 15h01
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APONTAMENTO 12
É muito fácil ser otimista quando se é ignorante. Mas nem todo otimista é ignorante.
Escrito por Lívio Soares de Medeiros às 23h00
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APONTAMENTO 11
No sonho, a verdade. Na leitura, a ponte para o sonho.
Escrito por Lívio Soares de Medeiros às 13h10
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FOTOPOEMA 20
Escrito por Lívio Soares de Medeiros às 16h04
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POP POEM
Be “Close to me” and be The Cure.
Escrito por Lívio Soares de Medeiros às 12h23
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CONTO 8
Joaquim conheceu Andréia. Os dois se casaram e foram morar no fundo da casa de Estevão e Isoleta, pais de Andréia. Chegou um ponto em que Joaquim não estava mais suportando a falta de privacidade, os palpites da sogra, a falta de educação do sogro e os latidos agudos de Bidu, o cachorro de Estevão. Numa discussão, os sogros de Joaquim jogaram na cara dele que ele pegava o boi de morar lá, pois não pagava aluguel nem criava vergonha na cara e construía uma casa. Joaquim disse para a esposa que iria embora; perguntou-lhe se ela iria com ele. Diante do vacilo dela, o marido não disse mais nada: fez as malas e partiu. Até hoje, os familiares de Andréia lamentam a ausência de Bidu, que acabou seguindo Joaquim no dia da partida.
Escrito por Lívio Soares de Medeiros às 18h50
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FOTOPOEMA 19

Escrito por Lívio Soares de Medeiros às 14h08
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LETRA DE MÚSICA (CANÇÃO DESAJEITADA)
Você tem um jeito...
Essa coisa imprecisa que
ao mesmo tempo é tudo.
Seu jeito é você toda.
Seu caminhar, respirar...
Cabelos, roupas, gestos...
Fico sem jeito, mas olhar é preciso.
Sua voz, humor e gentileza.
Um quê de criança na mulher feita.
Finjo levar jeito e componho uma canção.
Oferta de um cético que de repente acorda:
o amor me pegou de jeito.
Escrito por Lívio Soares de Medeiros às 20h05
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CONTO 7
O dia de seu casamento havia chegado, e Margarida não estava certa se deveria mesmo se casar com Amauri. Horas antes da cerimônia, não sabia se fugia para Lagamar ou se entrava na igreja. Por fim, decidiu ir embora – vinte e dois anos e três filhos depois de casada.
Escrito por Lívio Soares de Medeiros às 15h37
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